VII Prêmio Balípodo - Os melhores de 2009

Dec 31st, 2009 | Por Balípodo | Categoria: Curtas

Flamengo, Palmeiras, São Paulo. A reta final do Breasileirão gerou muitas histórias, e acabou dominando a eleição do Prêmio Balípodo. Mas não dá para esquecer o Internacional, trivice-campeão no ano, ou o Coritiba, que comemorou seu centenário com muitas conquistas. E, claro, o Cruzeiro perdendo a Libertadores em casa.

EXCELÊNCIA

Prêmio Íbis de pior time do ano
Remo, que conseguiu ficar de fora até da Série D do Campeonato Brasileiro.

Prêmio São Paulo de time de chegada
Flamengo, por motivo óbvios.

Prêmio Portuguesa de cavalo paraguaio
Palmeiras, pelo espetacular crescimento na reta final do Paulista e do Brasileiro.

Prêmio Flamengo de 1995 de esquadrão imbatível
São Paulo, que contratou metade do Fluminense para ter “dois times competitivos” e terminou o ano sem convencer em nenhum momento.

Prêmio Botafogo de decepção da temporada
Palmeiras, que brilhou no começo do Paulistão e foi eliminado em casa pelo Santos, depois caiu para o Nacional-URU na Libertadores e desperdiçou uma vantagem de 5 pontos no Brasileirão para sequer se classificar para a Libertadores.

Prêmio Estudiantes de time pequeno que não amarela
Resende, que venceu o Flamengo no Maracanã e chegou à decisão da Taça Guanabara.

Prêmio São Caetano de time pequeno que amarela
Icasa, que empatou com o Vasco por 1 x 1 em São Januário e chegaria às quartas de final da Copa do Brasil com um 0 x 0 em casa. Perdeu por 4 x 1.

Prêmio Atlético Mineiro de time grande que falha na hora H
São Paulo, ao perder dois dos últimos três jogos do Brasileirão e deixar o título escapar, e Cruzeiro, por perder de virada e em casa a final da Libertadores.

Prêmio Flamengo de centenário mais glorioso
Coritiba, que ficou atrás do J Malucelli no Campeonato Paranaense e coroou o ano com rebaixamento e quebra-quebra em seu estádio.

Prêmio Bragantino de ascensão, apogeu e queda mais rápida
Sport, uma das melhores campanhas da primeira fase da Libertadores no primeiro semestre e a pior do Brasileirão dos pontos corridos no segundo.

Prêmio Fluminense/Grêmio de grande rebaixado
Santa Cruz, que conseguiu cair na primeira fase da Série D e nem tem vaga para a Quartona de 2010. É o quarto ano seguido caindo um nível nacional.

Prêmio Santos de 1958 de ataque mais arrasador
Corinthians, que apelou para Souza, Fernando Henrique, Henrique e Bill quando Ronaldo ficou contundido, e Grêmio, pelos incríveis gols perdidos na Libertadores.

Prêmio Váldson de excelência no exercício de funções defensivas
Goleiros do Atlético Mineiro.

GRANDES FEITOS

Prêmio Fluminense de conquistar o acesso na Série B
Américas, do Rio e de Minas. (ah, você achou que elegeríamos o Vasco? Era muito óbvio)

Prêmio Palmeiras de fazer papelão em casa
Cruzeiro, mais uma vez pela final da Libertadores.

Prêmio Milan x Liverpool de saber segurar o placar
Nacional-AM, que vencia em casa o poderoso Cristal-AP, mas tomou cinco gols no segundo tempo e foi eliminado da Série D.

Prêmio Vitória de rebaixar um time grande
CSA, que teve as manhas de ser rebaixado no Alagoano, mas eliminou o Santa Cruz na Série D.

Prêmio Juventus de ganhar dos grandes e perder dos pequenos
Palmeiras, que teve resultados decentes contra os líderes, mas fez apenas um ponto em cinco partidas contra times na zona de rebaixamento no segundo turno.

Prêmio tesourinha da Turma da Mônica de “eu tenho, você não tem”
Guarani, acenando com a vaga na Série A para a Ponte Preta.

Prêmio “Redenção” de novela mais longa
Defederico e seu vai-não-vai-acabou-indo do Huracán para o Corinthians.

Prêmio Brasil 1 x 2 Uruguai de “o que diabo aconteceu?”
Coritiba 5 x 0 Flamengo, fazendo que a maior goleada do Brasileirão tenha sido de um time rebaixado sobre o campeão.

Prêmio Flamengo x Botafogo de freguesia
Atlético Mineiro, perdendo sua segunda final de Mineiro seguida por 5 x 0 para o Cruzeiro.

PERSONALIDADES E INSTITUIÇÕES DO ANO

Prêmio Garrincha de encerrar a carreira no auge
Marcelinho Carioca, anunciando aposentadoria no rebaixado Santo André.

Prêmio Rivaldo de “Eu fiz tudo certinho, porque ninguém se lembra?”
Guarani, time de campanha mais consistente na Série B, mas só falaram no Vasco.

Prêmio Mustafá Contursi de decisão gerencial mais inteligente
Luiz Gonzaga Belluzzo, pelo conjunto da obra em 2009.

Prêmio Felipão de técnico que cresce nas decisões
Celso Roth, novamente despencando no segundo turno do Brasileirão.

Prêmio Jair Picerni de vice-campeão
Internacional, primeiro clube a ser vice da Copa do Brasil e do Brasileirão no mesmo ano. E ainda foi vice da Recopa Sul-Americana…

Prêmio Zagallo de “vocês vão ter de me engolir”
Andrade, que foi chamado como tampão, acabou campeão e recebeu salário de técnico de ponta.

Prêmio Corinthians de “eu não tenho passaporte”
Fluminense, derrotado mais uma vez pela LDU Quito na final de um torneio continental.

Prêmio Zico de pênalti pedido em momento inoportuno
Diego Tardelli contra o Corinthians, desperdiçando a chance de ser artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro.

Prêmio Celso Roth de técnico querido pela torcida
Adílson Batista, que levou o Cruzeiro ao título mineiro, ao vice da Libertadoers e à quarta posição no Brasileirão, mas continua perseguido pela torcida azul.

Prêmio Mr. Magoo de dirigente que vê tudo o que ocorre em seu clube
Marcelo Teixeira, que contratou Vanderlei Luxemburgo mesmo com a situação que o Santos vivia.

Prêmio Roberto Justus de “você está demitido”
Sport, que teve Nelsinho Baptista, Leão, Péricles Chamusca e Levi Gomes durante o Brasileirão, e terminou o campeonato com Givanildo já contratado para 2010.

Prêmio Eurico Miranda de apego ao cargo
Mário Sérgio, que disse ter assumido o Internacional só até o fim do ano e cumpriu a promessa, mesmo com o vice-campeonato brasileiro.

Prêmio Dimba de fazer um monte de gols para nada
Marcelo Nicácio, um dos artilheiros da Série B pelo rebaixado Fortaleza.

Prêmio Kia Joorabchian de indivíduo com várias nacionalidades
Thiago Motta, que já defendeu a seleção brasileira e insiste em dizer que ainda pensa em atuar pela italiana.

Prêmio Candinho de técnico que só dá certo em um clube
Vagner Benazzi, que voltou à Portuguesa no meio do campeonato e quase levou o time à Série A.

Prêmio Oliverrá de brasileiro que explode no exterior
Felipe Melo, contratação milionária da Juventus e novo titular da seleção.

Prêmio Alex Ferguson de técnico que se eterniza no clube
Leão, que foi contratado com pompas pelo Sport e durou apenas dez partidas.

Prêmio Alexandre Pato de “só fiz três jogos, mas já acham que sou craque”
Neymar, que já é pedido efusivamente pela torcida do Santos.

Prêmio Galvão Bueno de “eu já sabia”
Fluminense, cujos dirigentes chegaram a dizer que contrataram Cuca já pensando na preparação para a Série B.

PROMOÇÃO DO ESPORTE E DO FAIR PLAY

Prêmio Bebeto de chororô
Portuguesa, que foi quinta no Paulistão e na Série B, e acabou reclamando de times de Campinas para tentar subir uma posição.

Prêmio Renato Gaúcho de comportamento exemplar
Ronaldo, e sua noitada na Pop’s Drinks de Presidente Prudente durante treino do Corinthians.

Prêmio Veracruz de apoio ao cinema nacional
Fernando Carvalho, montando um DVD para denunciar o favorecimento dos árbitros ao Corinthians antes do jogo de volta da final da Copa do Brasil - e esquecendo que o Internacional precisava fazer sua parte em campo.

Prêmio Oséas de fogo amigo
Obina e Maurício Ramos trocando sopapos no final do primeiro tempo de Grêmio x Palmeiras, deixando o Alviverde com dois a menos para o segundo tempo.

Prêmio Cláudio Coutinho de título moral
Vasco, que caiu nas semifinais da Copa do Brasil sem nenhuma derrota.

Prêmio Pierre de Fredy de “o que vale é a disputa”
René e Val Baiano, que declararam ter recebido proposta de mala preta antes de Barueri x Flamengo.

Prêmio Casal das Casas Bahia de dupla mais incômoda
Alexandre Kalil e Zezé Perrella, trocando gentilezas durante todo o ano.

Prêmio Wilson Mano de polivalência
Obina, misto de atacante, comedor de acarajé e boxeador.

Prêmio STJD de estragar um Brasileirão
Corinthians e Grêmio, ao colocar em dúvida a dedicação que dariam aos jogos contra o Flamengo nas rodadas finais do campeonato.

Prêmio Rider de “Dê Férias para Seus Pés”
Corinthians, que deitou na rede, pegou uma batida e ficou tomando um sol durante todo o segundo turno do Brasileiro.

Prêmio Vicente Matheus de frase certa na hora certa
Roberto Horcades, por se embananar todo ao comentar a contratação de Fred (que não foi campeão mundial de nada): “A vinda de Celso foi muito trabalhosa e fizemos com calma e tranquilidade, seguindo todos os protocolos. Há 33 anos o Fluminense não traz um grande jogador de fora do Brasil. Fred estava há quatro anos na França e foi três vezes campeão pelo Lyon. Desde a Máquina não temos um jogador campeão mundial no elenco. Queria agradecer ao Celso Barros e a participação da Unimed da contratação de Fábio”.

Prêmio Márcio Rezende de acerto em decisões arbitrais
Elmo Alves Resende, que conseguiu transformar um gol legítimo do Palmeiras sobre o Sport em irregular ao apitar e cancelar o apito.

Prêmio Philip Kotler de guru do marketing
Departamento de marketing do Palmeiras, que lançou o projeto de sócio-torcedor nas semanas em que o time começou a despencar no Brasileirão.

Prêmio Joselito de ausência de noção
Luiz Gonzaga Belluzzo, por falar que os palmeirenses iam “matar os bambis” em festa da Mancha Alviverde.

Prêmio Ted Lapidus de camisa mais bizarra
Palmeiras, que fez uma camisa até interessante, mas que teve rejeição da torcida e gerou comparações ao Olaria.

Prêmio “Love no Timão” de contratação mais provável
Love no Verdão. Realmente aconteceu, mas não deu em nada…

Prêmio Fifa de premiação mais picareta
CBF, que elegeu Diego Souza o melhor jogador do Brasileirão.

Prêmio Argentina 6 x 0 Peru de placar mais honesto
Flamengo 2 x 1 Grêmio. Os gaúchos até se esforçaram um pouco em campo, mas de que adianta se foi escalado um time praticamente reserva?

Prêmio Timemania de uso político do futebol
Atlético Goianiense, time controlado pelo ex-secretário da fazenda do governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal e patrocinado por uma empresa que doou dinheiro ao mensalão do DEM.

Prêmio Defensores del Chaco de estádio bem receptivo
Couto Pereira e a receptiva torcida do Coritiba na última rodada do Brasileirão.

Prêmio “Mata-mata tem emoção”
Estadual do Rio, com o Botafogo se recuperando de uma desvantagem de 0 x 2 para levar a decisão com o Flamengo para os pênaltis… e perder.

Prêmio “Pontos corridos é que são emocionantes”
Brasileirão, com seis times lutando pelo título na penúltima rodada e quatro na última.

Prêmio Luis Zveiter de decisão judicial mais inteligente
TJD-SP, por dar oito jogos de suspensão - a cumprir em 2010 - a Diego Souza por agredir Domingos.

Prêmio Belfort Duarte de serenidade
Diego Souza, suportando bem as provocações de Domingos na semifinal do Paulistão.

Prêmio CBF/Clube dos 13 de regulamento mais inteligente
Federação Paranaense de Futebol, que montou um octogonal final em que um time jogava todas as partidas em casa.

VII Prêmio Balípodo (introdução)
VII Balípodo Awards (Internacional)

Ubiratan Leal

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8 comentários
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  1. O Internacional não foi o primeiro time a ser vice-campeão brasileiro e da Copa do Brasil na mesma temporada. O primeiro foi o Cruzeiro, em 1998.

  2. No caso do Coelhão, acesso PARA a Série B. (Por enquanto!)

  3. Há uma semana q espero a atualização do prêmio, parabéns Ubiratan pelo trabalho sensacional

    O que eu mudaria…

    Prêmio Brasil 1 x 2 Uruguai de “o que diabo aconteceu?”
    Santos x csa na vila belmiro - copa do brasil

    Prêmio Zico de pênalti pedido em momento inoportuno
    Aquele perdido pelo Vagner Love no brasileirão, em momento importante

    O prêmio que o Thiago Motta recebeu não seria internacional?

  4. “Prêmio Veracruz de apoio ao cinema nacional” foi o melhor, mas acho que Humberto Mauro merecia o nome do título. Talvez a Cinédia.

    Faltou também um Prêmio Jóbson de entrou, cheirou e mudou o campeonato inteiro. Tentei bolar um nome diferente, mas acho que nunca ninguém fez isso que o Jóbson fez em 2009. Merecia um prêmio.

  5. Tinha que ser criada uma nova categoria para encaixar o Grêmio desse ano, algo como “Prêmio marido fiel que não faz nada fora de casa”, para o tricolor gaúcho que não perdeu nenhuma em casa e só ganhou do Náutico fora do Olímpico.

  6. O nome dos prêmios continua sendo a melhor parte!
    Ri bastante com a categoria “Prêmio “Love no Timão” de contratação mais provável”

  7. só tem um erro aí, o Obina brigou com o Mauricio Santos, que foi pro Grêmio, e não com o Mauricio Ramos, que ainda tá no Palmeiras

  8. Muito com, mas acho que ficaria perfeito assim Bira;

    Prêmio São Caetano de time pequeno que amarela

    Prêmio Santo André de time ””pequeno”” que não amarela

    Grande abraço!!

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