Seleção Balípodo do futebol europeu
Dec 29th, 2009 | Por Balípodo | Categoria: O mundo não é uma bolaA temporada 2008-09 foi do Barcelona. Com o título do Mundial de Clubes em dezembro, dá para dizer que 2009 inteiro teve gente com camisa blaugrana comemorando títulos. Foram vários: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Liga dos Campeões, Supercopa da Espanha, Supercopa da Europa e Mundial.
Assim, era lógico que os catalães dominassem a Seleção Balípodo futebol europeu em 2009. Foram seis, metade do time (se for contado o técnico). Mas também houve espaço para gente de Manchester United, Chelsea, Internazionale e Arsenal, clubes que brilharam no ano. Ah, claro, e “meio-jogador” do Real Madrid, que não aceitou ficar sem ninguém e contratou um craque para o segundo semestre.
FORMAÇÃO
4-4-2: Julio César; Daniel Alves, Puyol, Vidic e Evra; Fàbregas, Iniesta, Xavi e Cristiano Ronaldo; Messi e Drogba. T: Guardiola. O time aparece aqui no 4-4-2 por ser uma formação mais tradicional, mas pode perfeitamente ser montado em um 4-2-3-1 (sistema da moda) que vira 4-3-3, se Cristiano Ronaldo e Messi forem meia-atacantes abertos e Drogba ficar como centroavante.
GOLEIRO
Júlio César (Internazionale)
Difícil imaginar o que seria da Internazionale sem seu goleiro. Júlio César já tinha sido monstruoso em 2008, e repetiu o desempenho neste ano. O ex-flamenguista mostra maturidade debaixo das traves, raro senso de colocação e reflexos apurados. Como Buffon e Casillas não estão em fases tão boas como em tempos recentes, o camisa 12 nerazzurro se destaca como o melhor do mundo na posição.
DEFESA
Daniel Alves (Barcelona)
Entre os grandes clubes do futebol mundial, nenhum tem um lateral-direito tão influente no desempenho geral do time quanto o Barcelona. O que dá uma boa noção do que tem feito Daniel Alves desde que chegou à Espanha. O baiano não é um primor na marcação, mas o modo como se projeta ao ataque - ajudando na armação das jogadas, lançando e tabelando - o coloca como um grande nome do futebol mundial.
Carles Puyol (Barcelona)
Puyol é meio estabanado, não é um estilista com a bola nos pés e não tem porte físico padrão de zagueiros. Mesmo assim, conseguiu ser o ponto de equilíbrio defensivo do Barcelona - o melhor clube do planeta em 2009 - e da seleção espanhola - a segunda melhor seleção do planeta em 2009. Como? Com experiência, um enorme poder de liderança e um fôlego interminável.
Nemanja Vidic (Manchester United)
Rio Ferdinand é o nome mais famoso e querido pela mídia inglesa, mas, nos últimos tempos, o grande nome da zaga do Manchester United é Nemanja Vidic. Grandalhão e com cara de poucos amigos, poderia ficar marcado como defensor grosseiro e que vive de seu porte físico. Mas o sérvio tem excelente noção de posicionamento, erra muito pouco e vez ou outra dá uma mão no ataque.
Patrice Evra (Manchester United)
André Santos, Fábio Aurélio, Filipe Luís, Michel Bastos, Kleber. O torcedor brasileiro e Dunga já não sabem mais o que fazer para tapar o buraco na lateral esquerda da Seleção. Pois o Brasil não é um fenômeno isolado. O futebol mundial está em falta de bons
MEIO-CAMPO
Cesc Fàbregas (Arsenal)
Ficou faltando um volante mais de marcação nessa seleção, mas não dava para deixar de fora Cesc Fàbregas. O catalão se tornou o termômetro do Arsenal, jogando bem na marcação, na condução de bola para a frente, na armação e até dando uma mão na finalização. Um jogador completo para as funções de meio-campo.
Xavi (Barcelona)
Messi é o craque do Barcelona, mas o ritmo do time é ditado por Xavi. O espanhol troca passes com rara precisão e velocidade, tendo papel fundamental na distribuição de jogadas e no dinamismo do atual campeão mundial.
Andrés Iniesta (Barcelona)
Tem características muito semelhantes às de Xavi. Não tem tanto domínio de bola como o colega de Barcelona, mas compensa com mais versatilidade e inclinação para jogadas ofensivas e pelas pontas.
Cristiano Ronaldo (Manchester United / Real Madrid)
Não foi só pela perda do título da Liga dos Campeões. Foi pelo todo. O Cristiano Ronaldo da temporada 2008-09 teve menos brilho que o da 2007-08. Mesmo assim, ele ainda é um dos melhores do mundo. Basta ver como, no segundo semestre de 2009, o Manchester United tem sentido falta de seu futebol incisivo e o Real Madrid cresce quando ele está em campo.
ATAQUE
Lionel Messi (Barcelona)
Poucos discutem seu posto como melhor jogador do mundo em 2009. Messi foi craque como nos últimos anos - rápido e habilidoso, empurra seus times para o ataque -, mas ganhou muitos pontos ao ser mais decisivo do que vinha sendo. Ainda pode crescer mais na seleção argentina, mas já fez o suficiente para ser o melhor do planeta.
Didier Drogba (Chelsea)
Coemçou a temporada 2008-09 mal. Contundiu-se, teve atrito com Felipão e ficou fora de foco. Depois da virada do ano, recuperou a posição e ajudou o Chelsea a quase tirar o título inglês do Manchester United e o europeu do Barcelona. No segundo semestre, é o grande nome de uma equipe que pinta como candidata fortíssima ao título da Liga dos Campeões - e da Premier League.
TÉCNICO
Pep Guardiola (Barcelona)
A desconfiança sobre o nome do ex-volante era justificada. Ele assumiu o Barcelona com quase nenhuma experiência de técnico. Mesmo assim, recuperou o futebol dos melhores momentos da era Rijkaard, com velocidade, ofensividade e competitividade. Além disso, gerenciou bem um elenco que convivia com alguns atritos e sofre com a eterna pressão da política blaugrana. Foi campeão nacional batendo recordes, europeu com sobra e mundial (conquista inédita para o clube). Foram seis títulos em um ano e meio. Talvez Guardiola não mantenha esse nível de desempenho no resto de sua carreira, mas, em 2009, ele foi o melhor do mundo.
Ubiratan Leal

Faltou uns nomes aí, como Totti e De Rossi, acho que Mexès e Riise eram entráveis também. Júlio César também não foi o melhor brasileiro no gol nem na Itália, como bem sabemos.