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Curtas


Kashiwa 2×0 Auckland

08/Dec/2011 | Por | Categoria: Blog, Um jogo | Nenhum comentário

Não foi bonito, não foi brilhante, mas o Kashiwa Reysol fez o básico para passar pelo Auckland City na abertura do Mundial de Clubes. Em uma mistura de falta de foco pelo desgaste da reta final da J-League com alguma preguiça de se esforçar para passar por um adversário bastante inferior, o time japonês fez uma partida sonolenta, bem abaixo do que ele próprio vinha apresentando nas últimas partidas.

No primeiro tempo, houve dois momentos de jogo mais intenso. Quando isso ocorreu, ficou evidente como o Kashiwa tem mais recursos técnicos, articulação de jogadas e habilidade. Não surpreende que tenha feito seus dois gols com alguma facilidade.

O problema é que em todo o resto do jogo, a falta de iniciativa dos aurinegros foi evidente. Leandro Domingues, jogador mais importante do time, exagerou nas tentativas de jogadas de efeito. Os demais jogadores importantes, como Jorge Wagner e Tanaka não apresentaram a movimentação natural. Com um futebol lento e sem imaginação, se nivelaram ao limitado time neozelandês. E, aí, o físico do Auckland fazia a diferença e quase levou a um gol no meio do segundo tempo.

O Kashiwa tem potencial para fazer um bom jogo com o Monterrey e até eliminar os mexicanos. Mas precisa elevar seu nível de jogo. Se repetir o futebol desta quinta, não terá chance.

FICHA TÉCNICA
KASHIWA REYSOL 2 x 0 AUCKLAND CITY
Fase preliminar do Mundial de Clubes 2011
Data:
8 de dezembro de 2011
Local: estádio Toyota (Toyota-JAP)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Kashiwa Reysol: Sugeno; Sakai (Mizuno), Kondo, Masushima e Hashimoto; Otani, Barada (Kurisawa), Leandro Domingues e Jorge Wagner; Junya Tanaka (Kitajima) e Kudo. Técnico: Nelsinho Baptista
Auckland City: Spoonley; Hogg, Berlanga, Pritchett e Vicelich; Mulligan, Feneridis (Corrales), Guerao e Riera (Koprivcic); Exposito e Dickinson (Tade). Técnico: Ramon Tribulietx
Gols: Junya Tanaka (37/1T) e Kudo (40/1T)
Cartão amarelo: Kondo


Cabeça pequena

02/Dec/2011 | Por | Categoria: Blog | 16 comentários

O site GloboEsporte.com publicou nesta sexta que o Grêmio negocia com o TP Mazembe, de Congo-Kinshasa, para ser seu adversário na partida de inauguração de sua nova arena. A torcida certamente vai achar legal, vai tirar um sarro, vai imitar o Kidiaba e outras coisas do tipo. Mas a ideia em si apequena o Tricolor Gaúcho.

O Grêmio é um clube glorioso, que já foi campeão mundial. Em um momento de grande festa, ele poderia perfeitamente celebrar sua história. Poderia convidar o Hamburg (seu adversário na final do Mundial de 1983), o Peñarol (adversário na final da Libertadores daquele ano), o Atlético Nacional (adversário da final da Libertadores de 1995), o Ajax (fazendo uma revanche da final do Mundial de 1995), a seleção brasileira ou algum grande clube estrangeiro.

Ao cogitar o jogo com o time congolês, o Grêmio se mostra mais preocupado em provocar o Internacional do que em celebrar a si próprio. O Tricolor não precisa diminuir o Colorado para ser grande. Ele é grande por si só, e poderia mostrar isso inaugurando sua nova casa.


Os melhores do Brasileirão

24/Nov/2011 | Por | Categoria: Blog | 2 comentários

A CBF anunciou os finalistas do prêmio de melhores do Campeonato Brasileiro 2011. A lista é feita com base em votos de jornalistas, mas a relação final é bastante estranha (tanto quanto conceitos como “volante pela direita” e “zagueiro pela esquerda”). Vejam os finalistas e quem o Balípodo escolheria (entre os indicados).

Goleiros
Fernando Prass (Vasco)
Jefferson (Botafogo)
Julio Cesar (Corinthians)

Jefferson, mas Marcelo Lomba (Bahia) e Felipe (Flamengo) mereciam, no mínimo, ser considerado. A lista parece meio automática, pegando os goleiros dos líderes e o da Seleção.

Lateral-direito
Bruno (Figueirense)
Mariano (Fluminense)
Fagner (Vasco)

Bruno, até porque a concorrência não está tão forte.

Zagueiro-direito
Antônio Carlos (Botafogo)
Dedé (Vasco)
Rhodolfo (São Paulo)

Dedé, sem perder um segundo refletindo.

Zagueiro-esquerdo
Réver (Atlético Mineiro)
Emerson (Coritiba)
Leandro Castan (Corinthians)

Emerson, mas não há grandes candidatos aqui.

Lateral-esquerdo
Kleber (Internacional)
Juninho (Figueirense)
Cortês (Botafogo)

Juninho, porque o Cortês caiu muito nos últimos dois meses. E o que o Kléber faz para sempre ser considerado como um dos melhores de sua posição sempre?

Volante-direito
Arouca (Santos)
Ralf (Corinthians)
Rômulo (Vasco)

Arouca não fez um campeonato brilhante e não é um primeiro volante. Entre Ralf e Rômulo, a disputa é boa, entre dois jogadores que fizeram bons Brasileirões. Mas o Rômulo foi superior.

Volante-esquerdo
Marcos Assunção (Palmeiras)
Paulinho (Corinthians)
Renato (Botafogo)

A briga é enter Renato e Paulinho. Como o botafoguense caiu junto com seu time na reta final, a decisão fica mais clara em favor do corintiano.

Meia-direita
Deco (Fluminense)
Diego Souza (Vasco)
Lucas (São Paulo)

Deco jogou bem, mas jogou poucos jogos. Lucas foi instável, e só foi convincente mesmo no primeiro turno. Diego Souza foi mais constante e mais decisivo que seus concorrentes.

Meia-esquerda
Montillo (Cruzeiro)
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Thiago Neves (Flamengo)

Três jogadores com alguns momentos muito bons, e outros bastante apagados. Montillo teve menos baixos e, apesar da campanha melancólica do Cruzeiro, merece um prêmio que, teoricamente, é individual.

Atacante-direito
Julio César (Figueirense)
Neymar (Santos)
Leandro Damião (Internacional)

Leandro Damião foi genial, mas Neymar foi genial por mais tempo e em mais oportunidades. mas é uma boa disputa.

Atacante-esquerdo
Borges (Santos)
Fred (Fluminense)
Loco Abreu (Botafogo)

Borges é o artilheiro do campeonato, mas Fred fez quase a mesma quantidade de gols e foi muito mais importante em outras funções (como ajudando colegas de ataque). Além disso, o tricolor cresceu no momento mais agudo do campeonato e faz partidas com carga de responsabilidade maior.

Técnico
Tite (Corinthians)
Jorginho (Figueirense)
Ricardo Gomes/Cristóvão Borges (Vasco)

Considerando os recursos que tinha à disposição, Jorginho foi o técnico de mais destaque. Mas a dupla vascaína merecia o prêmio se fosse pela temporada 2011 inteira, e não apenas pelo Brasileirão.

Revelação
Bruno Cortês (Botafogo)
Leandro Damião (Internacional)
Wellington Nem (Figueirense)

Leandro Damião é, com sobras, o melhor dos três. Se ele é candidato, merece ser eleito. Mas é discutível se ele merece ser candidato, considerando que ele foi revelado em 2010, não em 2011. Aí, poderia abrir um espaço para o Osvaldo, do Ceará.

Craque da galera
Liedson (Corinthians)
Neymar (Santos)
Dedé (Vasco)

Aí é voto popular. Não é decisão necessariamente pautada pela lógica.

Árbitro
Paulo César de Oliveira
Leandro Vuaden
Sandro Ricci

Nenhum dos três esteve entre os melhores árbitros do campeonato. Como ficaram eles, o Vuaden foi o menos fraco.


Jorginho x Jorginho

21/Nov/2011 | Por | Categoria: Blog | Nenhum comentário

A torcida da Portuguesa estava apreensiva sobre a possibilidade de perder Jorginho, técnico que levou o time de volta à primeira divisão. Mas, apesar do trabalho reconhecidamente bom do treinador, o cenário não era favorável a uma troca de time. E a culpa é de outro Jorginho, o do Figueirense.

O Jorginho do Canindé tem grande identificação com a Portuguesa, já conhece o elenco e tem crédito com a torcida. Só valeria a pena sair se fosse para mudar de patamar. Por exemplo, para treinar um dos grandes clubes nacionais e entrar em um novo nível salarial.

No entanto, o único clube que contrataria Jorginho dando força a ele seria o Palmeiras, pois já teve uma experiência (rápida e boa) com o técnico e tem mais trânsito em São Paulo. Para os demais, o nome que aparece quando se pensa em uma aposta é o do Jorginho do Scarpelli. Este também conduziu um time de recursos limitados a uma grande campanha em 2011, mas o fez na primeira divisão. Além disso, tem uma imagem mais forte no público nacional.

Como o Palmeiras parece ter acertado os ponteiros com Felipão e os demais clubes que poderiam contratar um técnico novo (Botafogo, Flamengo, Cruzeiro se cair) darão preferência ao Jorginho do Figueirense, o jorginho da Portuguesa não tinha opção mais lógica que renovar com o clube do Canindé. Para alegria rubro-verde.


Coelho longe do jacaré

01/Nov/2011 | Por | Categoria: Blog | Um comentário

Já provoca polêmica a decisão do América-MG de mandar o jogo contra o Corinthians para Uberlândia ao invés de Sete Lagoas. Abre mão do estádio mais próximo a sua sede para faturar mais com a bilheteria em um grande estádio, em cidade com grande torcida do adversário.

Não será uma atitude inédita do Coelho neste Brasileirão. O clube já fez isso contra o Internacional (jogo em Campo Grande) e contra o Santos (Uberlândia). E o desempenho do América cai muito, ainda que dois jogos não sirvam de amostragem para conclusões estatísticas profundas.

Em Sete Lagoas:

14 jogos
4 vitórias
7 empates
3 derrotas

Fora de Sete Lagoas (mas como mandante):

2 jogos
2 derrotas


Brasil da Copa Roca

05/Sep/2011 | Por | Categoria: Blog | 3 comentários

Polêmica à vista. Mano Menezes convocou a Seleção que disputará a Copa Nicolás Leoz, vulgo “a nova Copa Roca”. E muitos nomes estranhos aparecem. Tudo bem que Arouca está contundido, e que o técnico só pode convocar jogadores que atuam em clubes brasileiros, mas alguns jogadores não parecem fazer sentido.

Pela natureza do torneio (dois jogos contra a Argentina), só dois tipos de jogadores se justificam: aqueles que estão na equipe principal e podem ter mais contato direto com Mano (aí explica a convocação de Thiago Neves) ou os que podem integrar o projeto olímpico (Rafael, Casemiro…). Para fugir desses dois grupos, só jogadores de posições muito carentes, como a lateral esquerda (Kleber e Bruno Cortês, até porque Ávine está contundido), ou que estejam fazendo um grande Brasileirão (Rhodolfo e Paulinho).

Desse modo, Réver, Renato Abreu e Henrique, mal desde que voltou ao Palmeiras, não parecem ter utilidade no time. No sentido oposto, Elkeson tem sido um dos melhores jogadores do Brasileirão e merecia a lembrança. Borges seria uma opção ao ataque, ainda que fosse algo apenas para esse mini-torneio.

Goleiros
Fábio (Cruzeiro)
Jefferson (Botafogo)
Rafael (Santos)

Defensores
Bruno Cortês (Botafogo)
Danilo (Santos)
Dedé (Vasco)
Henrique (Palmeiras)
Kleber (Internacional)
Mario Fernandes (Grêmio)
Réver (Atlético Mineiro)
Rhodolfo (São Paulo)

Meio-campistas
Casemiro (São Paulo)
Cícero (São Paulo)
Lucas (São Paulo)
Oscar (Internacional)
Paulinho (Corinthians)
Ralf (Corinthians)
Renato Abreu (Flamengo)
Rômulo (Vasco)
Ronaldinho (Flamengo)
Thiago Neves (Flamengo)

Atacantes
Fred (Fluminense)
Leandro Damião (Internacional)
Neymar (Santos)

Todos os “12 grandes” do Brasil estarão representados. Não é algo muito comum.


O anfitrião gentil

02/Sep/2011 | Por | Categoria: Blog | Nenhum comentário

Empate com time na zona do rebaixamento, derrota para time no meio da tabela. A torcida do São Paulo já está ficando irritada com a incapacidade de seu time de conseguir se impor em casa. Mais que o frio ou o horário das 21h50, talvez isso explique o público de apenas 7.910 pagantes da derrota para o Fluminense nesta quarta no Morumbi.

No total, o São Paulo tem 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas em casa. Em um campeonato em que só valessem os pontos como mandantes, os são-paulinos estariam lutando contra o rebaixamento: seria o 15º, à frente apenas de Atlético Paranaense, Atlético Mineiro, Bahia, América-MG e Avaí. Mas não é apenas o Tricolor que precisa descobrir qual o o problema de jogar em casa. É um caso de terapia também para seu técnico.

Adílson Batista sofre de dificuldade crônica de fazer seus times se soltarem em casa. Curiosamente, nem sempre foi assim. Quando assumiu o Cruzeiro, em 2008, a Raposa era uma máquina de vencer no Mineirão. De repente, a máquina travou. O que mudou? A perda da Libertadores para o Estudiantes em casa. Desde então, seu aproveitamento caiu de 78,9 para 48,6%.

Os números estão abaixo, e consideram os jogos por competições nacionais e internacionais (estaduais ficam de fora, pois o nível técnico dos adversários é normalmente baixo e vitórias em casa são comuns):

ANTES DO ESTUDIANTES

Cruzeiro 2008
19 vitórias
2 empates
3 derrotas

Cruzeiro 2009
10 vitórias
1 empate
3 derrotas

TOTAL
38 jogos
29 vitórias
3 empates
6 derrotas

Aproveitamento: 78,9%

A PARTIR DO ESTUDIANTES

Cruzeiro 2009
6 vitórias
2 empates
6 derrotas

Corinthians 2010
5 vitórias
2 empates
2 derrotas

Obs.: retrospecto aparentemente bom, mas não é bem assim. Nos 10 jogos em casa com Mano Menezes ou Tite no Brasileirão 2010, o Corinthians teve 100% de aproveitamento.

Santos 2011
Em casa, Adílson dirigiu o Santos apenas em jogos do Campeonato Paulista (o único jogo pela Libertadores foi como visitante). Como partidas pelo estadual não estão sendo considerados, ficam de fora.

Atlético Paranaense 2011
1 vitória
2 empate
2 derrotas

São Paulo 2011
2 vitórias
3 empates
2 derrotas

TOTAL
35 jogos
14 vitórias
9 empates
12 derrotas

Aproveitamento: 48,6%


Liga dos Campeões 11-12

25/Aug/2011 | Por | Categoria: Blog | 2 comentários

A Uefa sorteou o grupo da Liga dos Campeões. As projeções mais catastróficas de possíveis “grupos da morte” não se confirmaram, mas o Grupo A chegou perto, com um representante de cada uma das quatro maiores ligas nacionais da Europa. Tem também um grupo menos midiático, o G. Ainda assim, o Porto pegar duas forças do Leste Europeu não deixa de ter uma dose de suspense.

Veja como ficaram as chaves e um rápido comentário do Balípodo. E vocês, têm palpites?

Grupo A
Bayern de Munique, Villarreal, Manchester City e Napoli

Grupo mais forte da competição. Ainda que Manchester City e Bayern de Munique sejam favoritos, Napoli e Villarreal podem surpreender. O Villarreal tem experiência em competições europeias e o Napoli deve ser muito difícil de bater em sua casa.

Grupo B
Internazionale, CSKA Moscou, Lille e Trabzonspor-TUR

A Internazionale está se desmanchando em relação ao time campeão europeu e mundial em 2010, mas tem obrigação de passar por essa chave. O CSKA Moscou é um time complicado, mas o Lille pinta como segunda força do grupo.

Grupo C
Manchester United, Benfica, Basel-SUI e Otelul Galati-ROM

Manchester United e Benfica são tecnicamente muito superiores aos adversários. Mesmo se jogassem com o time reserva, os ingleses teriam boas chances de classificação.

Grupo D
Real Madrid, Lyon, Ajax e Dinamo Zagreb-CRO

Em teoria, Lyon e Ajax podem proporcionar uma briga interessante pela segunda posição no grupo. Mas, sendo realistas, o time francês é superior e talvez nem essa emoção surja.

Grupo E
Chelsea, Valencia, Bayer Leverkusen e Racing Genk-BEL

Grupo interessante. O Chelsea vez descendo alguns degraus, mas ainda é forte o suficiente para passar sem tantos sustos. Mesmo assim, arrancar alguns pontos dos ingleses pode ser decisivo na equilibrada briga entre Valencia e Leverkusen. Os espanhóis parecem ligeiramente melhores.

Grupo F
Arsenal, Olympique de Marseille, Olympiacos e Borussia Dortmund

O Arsenal é mais forte, mas, se não se reforçar bem nos dias que faltam para fechar o mercado, pode ter problemas consideráveis contra Olympique e Borussia e a classificação não é uma certeza. Ingleses e alemães são mais fortes, mas é preciso ver se o calendário mais apertado não vai afetar muito o desempenho do Dortmund (ano passado, a equipe só teve Bundesliga e Copa da Alemanha).

Grupo G
Porto, Shakhtar Donetsk, Zenit e Apoel-CHP

Cabeça de chave tecnicamente mais fraco, o Porto deu sorte e não topou com nenhum concorrente tão amedrontador. Mas Shakhtar e Zenit têm potencial para fazer uma briga interessante. Dependerá muito do quanto o time português vai sentir a perda do técnico André Villas-Boas e de Falcao García.

Grupo H
Barcelona, Milan, BATE Borisov-BLR e Viktoria Plzen-TCH

Barcelona em primeiro, Milan em segundo. E, como lembrou Leonardo Bertozzi, os milanistas ainda comemoram a certeza que não enfrentarão o Barça nas oitavas de final.


Bulindo o Galo

24/Aug/2011 | Por | Categoria: Blog | Um comentário

O Atlético Mineiro já sabe o que vai acontecer quando enfrenta o Botafogo: é derrota. E sempre de um modo diferente, nem que tenha de ser com erro clamoroso do árbitro no último minuto. Nos últimos cinco anos, foram 17 jogos, com uma vitória mineira, três empates e 13 vitórias cariocas. Em terminologia modernete, o Galo sofre bullying do Bota. Ou, em português, é bulido.

Vejam os confrontos diretos desde 2007, quando o Alvinegro de Minas retornou da Série B nacional:

2007
Atlético Mineiro 0 x 0 Botafogo (Copa do Brasil)
Botafogo 2 x 1 Atlético Mineiro (Copa do Brasil)
Botafogo 2 x 1 Atlético Mineiro (Série A)
Atlético Mineiro 1 x 2 Botafogo (Série A)

2008
Atlético Mineiro 0 x 0 Botafogo (Copa do Brasil)
Botafogo 2 x 0 Atlético Mineiro (Copa do Brasil)
Botafogo 4 x 0 Atlético Mineiro (Série A)
Botafogo 3 x 1 Atlético Mineiro (Sul-Americana)
Atlético Mineiro 2 x 5 Botafogo (Sul-Americana)
Atlético Mineiro 2 x 1 Botafogo (Série A)

2009
Atlético Mineiro 1 x 1 Botafogo (Série A)
Botafogo 3 x 1 Atlético Mineiro (Série A)

2010
Botafogo 3 x 0 Atlético Mineiro (Série A)
Atlético Mineiro 0 x 2 Botafogo (Série A)

2011
Atlético Mineiro 1 x 2 Botafogo (Sul-Americana)
Botafogo 3 x 0 Atlético Mineiro (Série A)
Botafogo 1 x 0 Atlético Mineiro (Sul-Americana)

E, se formos considerar a campanha do rebaixamento atleticano, no Brasileirão de 2005, são mais duas derrotas mineiras na conta…


Os gols do Coritiba

19/Aug/2011 | Por | Categoria: Blog | Nenhum comentário

O Coxa é nono colocado no Brasileirão, mas seu ataque impressiona. Com 31 gols em 17 jogos, é, ao lado do Flamengo, o mais produtivo do campeonato. O curioso é perceber como essa produção não é constante, e isso se reflete diretamente no fato de a equipe estar no pelotão intermediário.

Dos 17 jogos que realizou, o Coritiba passou em branco quatro vezes e marcou apenas um gol em cinco oportunidades. Desses nove jogos, a equipe não venceu nenhum (óbvio nos jogos sem gol, nem tanto nas partidas de um gol). Não houve sequer um 1 x 0 chorado. Foram seis derrotas, um empate por 0 x 0 e dois empates por 1 x 1.

Nos outros oito jogos, marcou cinco uma vez e três outras sete. Sim, foram sete jogos marcando três gols. Dessas oito partidas em que o ataque funcionou, foram uma derrota (3 x 4 São Paulo), uma vitória apertada (3 x 2 Santos) e seis vitórias folgadas (por dois gols ou mais de diferença).

Fica evidente como o setor ofensivo do Coritiba não trabalha sempre. Ou vai em avalanche, ou é econômico. Em 17 jogos, não ficou nos dois gols nenhuma vez. É preciso trabalhar melhor esse problema, pois não adianta ter o melhor ataque do campeonato se, em mais da metade dos jogos, ele é anulado e a equipe não sabe como se virar.

É a diferença entre fazer alguns grandes jogos e estar no pelotão intermediário e fazer bons jogos e estar na luta pela Libertadores.